Com a chegada do outono e o aumento da circulação de vírus respiratórios, cresce também a procura pelo serviço por crianças com sintomas leves, como febre isolada, coriza, nariz entupido e tosse. No entanto, nem todos os casos exigem atendimento de emergência.
O Pronto Atendimento Infantil (PAI) do Hifa registrou, somente no mês de maio, mais de 5 mil atendimentos classificados como não urgentes. O cenário tem contribuído para o aumento do tempo de espera, já que pacientes em situação de urgência e emergência recebem atendimento prioritário conforme os protocolos de classificação de risco.
De acordo com a do Dra. Gabriella Gama Telles, é importante que as famílias saibam identificar quando realmente há necessidade de procurar o serviço.
“Estamos em um período de grande circulação de vírus respiratórios. Muitas famílias acabam buscando o Pronto Atendimento logo nos primeiros sintomas, mesmo sem sinais de gravidade. Isso aumenta a exposição das crianças a outros vírus, gera maior tempo de espera e sobrecarrega o serviço, que precisa priorizar os casos mais graves”, explica.
O Pronto Atendimento Infantil do Hifa atende crianças de zero a 12 anos, 11 meses e 29 dias.
O que fazer nos primeiros sintomas?
Segundo a pediatra, a orientação inicial é observar a evolução do quadro e adotar medidas simples em casa.
“Nem todo episódio de febre ou nariz entupido precisa ser avaliado no Pronto Atendimento. É importante observar a resposta da criança aos cuidados iniciais e ficar atento aos sinais de alerta”, destaca a médica.
Quando procurar o Pronto Atendimento Infantil?
O Hifa orienta que o serviço seja procurado principalmente em situações de urgência e emergência, como:
Febre persistente por mais de três dias;
Dificuldade para respirar;
Chiado intenso no peito;
Dor no peito;
Sonolência excessiva;
Criança muito prostrada ou sem reação habitual;
Recusa persistente de líquidos e alimentação;
Congestão nasal intensa que não melhora com a lavagem adequada;
Febre que não melhora ou retorna em intervalo inferior a seis horas após a medicação.
A atenção deve ser redobrada em crianças menores de dois anos, que podem evoluir mais rapidamente para quadros graves.