Gestantes internadas participaram de uma atividade fora da rotina hospitalar: pinturas lúdicas nas barrigas, realizadas de acordo com a posição do bebê no útero. A ação foi iniciada no mês da mulher, porém a proposta é que a atividade passe a fazer parte da rotina de cuidados oferecidos às gestantes.
A iniciativa foi conduzida pela residente de enfermagem obstétrica Lindynês Amorim, com a participação das residentes Jaine Lira e Raniele Ferreira, além da enfermeira obstétrica Ana Luiza Giacon.

Segundo Lindynês Amorim, a inspiração para a ação surgiu da necessidade de ressignificar o período de internação.
“O tempo prolongado no hospital pode gerar ansiedade, medo e insegurança. A arte gestacional surgiu como uma alternativa para proporcionar às gestantes um momento de acolhimento, leveza e fortalecimento do vínculo com o bebê, tornando essa fase mais significativa e marcante”, explicou.
A residente conta que a ideia já fazia parte de sua vivência profissional e que trazer essa experiência para o novo contexto foi uma forma de ampliar o cuidado para além do aspecto técnico. “A pintura vai além do clínico. Ela é uma forma de expressão, de fortalecer o vínculo materno e de valorizar esse momento único, mesmo diante das limitações impostas pela internação”, destacou.
O objetivo principal da ação foi promover a autoestima e o bem-estar emocional das mães, além de reforçar o vínculo materno-fetal. A proposta também buscou humanizar ainda mais o ambiente hospitalar, oferecendo às gestantes um momento de protagonismo e conexão com a gestação.

As reações das futuras mães confirmaram o impacto positivo da iniciativa. “As respostas foram emocionantes. Muitas gestantes demonstraram alegria, gratidão e até se emocionaram com o cuidado recebido. Para algumas, foi um momento de distração e alívio; para outras, uma forma especial de se conectar com o bebê e registrar essa fase tão única”, relatou Lindynês.